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Custo de tokens de IA vai superar salários de devs até 2028

09/07/2026 13 views 4 min de leitura

Neste artigo você vai ver:


A previsão alarmante da Gartner para 2028

O que vai acontecer com o custo de tokens de IA até 2028? De acordo com uma previsão da consultoria Gartner, o custo de tokens de IA utilizados em ferramentas de codificação vai superar o salário médio de um desenvolvedor até o ano de 2028[cite: 164, 173]. Essa constatação acende um alerta sobre a sustentabilidade do modelo atual de consumo de inteligência artificial em escala corporativa.

Muitas organizações estão migrando rapidamente da experimentação para a implantação de agentes de codificação, mas acabam subestimando o impacto financeiro drástico do aumento do consumo de tokens[cite: 174]. Isso levanta a questão se a adoção em massa da tecnologia realmente traz a redução de custos esperada.

Até mesmo gigantes da tecnologia estão sentindo o peso. O presidente da Uber, por exemplo, revelou que o gasto com IA já estava difícil de justificar, tendo estourado todo o orçamento previsto para a área logo no mês de abril[cite: 170].

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Produtividade vs. Redução de Custos: A grande ilusão?

Vendeu-se a ideia de que a IA generativa tornaria o desenvolvimento de software muito mais barato[cite: 164]. Embora haja um ganho inegável na velocidade de escrita de código e na automatização de tarefas repetitivas, a relação não é direta com a redução de despesas[cite: 164, 169].

Podemos comparar essa transição com a revolução da computação em nuvem. Inicialmente, as empresas economizaram por não comprarem servidores físicos, mas logo se depararam com contas mensais gigantescas de infraestrutura como serviço[cite: 171]. A evolução tecnológica sempre resolve problemas antigos enquanto cria novos, como débito técnico e questões de segurança[cite: 172, 173].

A falta de disciplina no uso dos recursos agrava a situação. Os desenvolvedores tendem a otimizar a velocidade e a conveniência em suas tarefas diárias, deixando a eficiência de custos em segundo plano[cite: 177]. Com as empresas sem métricas claras para calcular o retorno sobre o investimento (ROI), o risco de estourar o orçamento é altíssimo[cite: 179, 182].

Alguns desenvolvedores e empresas buscam alternativas, como rodar modelos on-premise (localmente). No entanto, o custo de infraestrutura de hardware, como GPUs e memória, está altíssimo, tornando essa saída igualmente cara e complexa[cite: 178].

A desculpa das demissões: IA ou problemas financeiros?

Acompanhamos recentemente ondas de demissões no mercado de tecnologia, muitas vezes atribuídas ao avanço das automações. No entanto, uma pesquisa da Resume Templates com mais de 1.000 gestores revelou um dado assustador: 59% das empresas admitem usar a IA como justificativa para demissões ou congelamento de vagas[cite: 190].

A realidade é que essa desculpa costuma ser melhor aceita pelo mercado do que admitir dificuldades financeiras ou problemas de reestruturação[cite: 190]. Curiosamente, apenas 9% dos gestores relataram que funções foram completamente substituídas pela inteligência artificial[cite: 195]. Outros 45% afirmam que o efeito no tamanho das equipes foi mínimo ou nulo[cite: 196].

Até mesmo executivos de alto escalão estão revendo suas estratégias. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, admitiu que a tecnologia de agentes de IA não está progredindo tão rápido quanto ele esperava[cite: 186]. Ele reconheceu que a Meta cometeu erros na reestruturação de equipes e freou as demissões em massa projetadas para este ano[cite: 187, 188, 189].

O futuro: Capital humano vs. Capital computacional

Estamos diante de uma mudança estrutural pesada na indústria. O custo primário de desenvolvimento de software sempre foi o capital humano, mas agora essa balança está pendendo para o “capital computacional” ou “capital de tokens”[cite: 184, 185].

As empresas estão sendo forçadas a abandonar a estratégia insustentável de “token maxing” (gasto ilimitado de tokens) para buscar um modelo de negócios que realmente ofereça retorno[cite: 170, 198]. Além dos custos, executivos como o CEO da Palantir alertam para o perigo de entregar os dados mais valiosos das corporações nas mãos de poucos modelos gigantescos[cite: 197, 200].

O cenário pode parecer nebuloso agora, mas também é terreno fértil para novas oportunidades. Para continuar acompanhando as tendências reais do mercado e entender como otimizar seus processos tecnológicos sem cair em armadilhas de custo, acesse os outros artigos de inteligência corporativa do nosso portal.

Fonte: neuraartificial.com.br

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